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Os “inferninhos” e a boa música

O jazz está para o bairro de Storyville, Nova Orleans, assim como a bossa nova está para Copacabana, Rio de Janeiro. Ambos os bairros destas duas cidades, deram origem a dois gêneros musicais que ganharam o mundo.

Traçando um rápido paralelo, o Jazz teve origem nas ruas de Nova Orleans, precisamente com as paradas musicais de rua, denominadas de marching bands, onde negros americanos tocavam, procurando imitar vozes com seus instrumentos, e o carnaval de rua, os mardi-gras. Influenciado por uma alquimia de ritmos e de temas blues, como os cantos religiosos e espirituais, e os work songs, os play songs, os street cries e etc., a música migrou para os salões, pequenos cabarés que proliferavam-se no bairro de Storyville, onde nesta etapa, o jazz encontrou-se com o ragtime, música para piano e dançante que junto as marchas, e o blues, contribuíram definitivamente para a sua cristalização.

Com o fechamento dos cabarés de Storyville, os músicos foram tocar nos Riverboats (barcas fluviais) que navegavam pelo Mississipi e seus afluentes, onde o ambiente de shows e jogatina, assemelhava-se ao dos cabarés de Storyville. Com a facilidade de locomoção ao longo do Mississipi, o jazz alcançaria as principais cidades as suas margens, sendo Chicago a mais importante delas, se tornando a capital do jazz nos anos 20 e 30. Chicago da época, no South Side – lado negro da cidade -, tinha vários cabarés que foram importantes para o desenvolvimento do jazz e que receberam músicos importantes vindos de Nova Orleans.

Paralelamente, no Halem em Nova York, os cabarés eclodiam. Ali nasceria o bebop – o primeiro estilo moderno de jazz, com acentuações rítmicas diferentes, menos linear na forma de tocar e com caráter mais improvisacional. De igual forma, com vários night clubs, a Rua 52 foi por quase 15 anos reduto importantíssimo na divulgação do jazz e do bop em particular. Por lá, tocaram os maiores nomes do jazz da época, o que ajudou à torna-la mundialmente conhecida.

Já a nossa bossa nova, teve seu surgimento nas casas noturnas de Copacabana. Por volta de 1955, o músico titular no piano do Bar do Hotel Plaza, era um jovem carioca dotado de extraordinário talento musical e que dava os primeiros passos na direção de uma nova forma de compor, tocar e cantar, iniciando uma revolução músical – diferente de tudo que se ouvia até então, o samba canção e o bolero -, seu nome: Johnny Alf. Uma geração de talentos, ali, ainda amadores e outros se profissionalizando, iam vê-lo tocar no Bar do Plaza. Entre os então amadores, estavam: Luizinho Eça, Carlos Lyra, Sylvia Telles, Luiz Carlos Vinhas, Bebeto Castilho, Maurício Einhorn, Durval Ferreira. Entre os já profissionais, que entre uma folga e outra nas boates em que tocavam em Copacabana, estavam: Tom Jobim, Newton Mendonça, João Donato, João Gilberto, Billy Blanco, Lúcio Alves, Milton Banana, Dolores Duran, Claudete Soares e outros mais. Toda uma geração de ouro, que estavam entre os que criaram e ajudaram a sedimentar a bossa nova, foram beber na fonte do talento de Johnny Alf.

beco

A Copacabana de meados dos anos 50, tinha muitas boates e inferninhos. Um dos locais que se notabilizou e que abrigou pocket shows com artistas importantes do cenário da bossa nova, foi o Beco das Garrafas. Igualmente à Rua 52 em Nova York em relação ao jazz, – em menor proporção ao número de casas noturnas – o Beco recebeu praticamente todos os personagens do período áureo da bossa nova, principalmente da bossa instrumental. Ali despontaram formações fantásticas como Os Bossa Três*, primeiro combo de bossa instrumental, liderado por Luiz Carlos Vinhas ao piano, Edson Machado na bateria e Tião Neto no contrabaixo acústico; o Tamba Trio*, liderado por Luizinho Eça ao piano, Hélcio Milito na bateria e Bebeto Castilho no contrabaixo acústico; e o pianista Dom Salvador com seus respectivos combos que integraram aquele período, como: o Copa Trio, Salvador Trio e o Rio 65.

O Beco fica na Rua Duvivier e era formado por quatro boates, sendo que três se dedicavam inteiramente as apresentações musicais. A Magriffe dedicava-se a prostituição, enquanto que o Little Club, o Baccará e o Bottle’s, recebiam os pocket shows. O Beco é uma rua sem saída e dizem que pode se percorrer em apenas 43 passos. Nunca contei.

Claro que a bossa nova não se disseminou apenas nas casas noturnas. Ela percorreu as residências cariocas, os shows em clubes de bairro e as universidades, numa destas, sendo apresentada à juventude universitária da época, de forma “oficial”, no antológico show “Noite do amor, do sorriso e da flor”, realizado em 1960, no anfiteatro da faculdade de arquitetura na Praia Vermelha.

A importância dos inferninhos para a boa música, não limitaram-se em servir apenas aos músicos e o entretenimento de seu público, mas funcionaram como um organismo propulsor de cultura musical, com seu respectivo efeito difusor histórico.

Em 2007 ou 2008, li qualquer coisa que se referia a revitalização do Beco, uma iniciativa de Mielle, e um arquiteto que também é produtor musical, que ligados a um empresário anônimo, estariam revitalizando o Beco, para uma nova fase, com duas casas de show. Feliz com o fato de se revitalizar um local tão importante no contexto histórico, para a formação de um gênero musical que projetou o país mundo afora, resolvi então conferir por mim mesmo.

Numa manhã de sábado, convidei minha mulher para dar uma volta e aproveitar-mos para irmos até o Posto 2, para então saber o que por ali estaria acontecendo a respeito do que tinha lido. Já bem na esquina de Duvivier, resolví parar e entrar na Bossa Nova & Companhia, uma loja especializada em tudo sobre bossa nova. Papo ia e papo vinha com um dos ótimos vendedores da loja que me atendeu e que sinalizava com bons conhecimentos de música de bossa, resolví perguntar-lhe a quantas ia a revitalização do Beco, o qual, a loja se encontra bem na esquina. A resposta foi: “tá devagar”. Ainda tentei locupletar-me de algum outro comentário dele, para romper com a minha decepção, e nada! Disse-me que estava devagar mesmo, como que quisesse me dizer que: “deste mato, não sai cachorro”.

A ideia de escrever este post, ocorreu-me pouco tempo após saber que o Rio será a sede dos jogos olímpicos de 2016, e associei o fato de que a cidade estará cheia de turistas do mundo todo e então imaginei, de um turista ou jornalista, seja lá a que país pertença, chegue ao Rio e pergunte ao porteiro do hotel onde esteja hospedado, o seguinte: “onde posso ir ouvir a tal da bossa nova?”. Como provável resposta, ouviria: “não sei!”. Seria o mesmo que se ir a Buenos Aires e não ver um show de tango. Seria o mesmo que se ir a Nova Orleans, Chicago ou a Nova York e não ver um show de jazz! Tenho a certeza, de que os “gringos” conhecem mais do que produzimos de bom, do que nós mesmos. O perfil do turista que receberemos aqui no Rio em 2016, será muito diferente dos que por aqui aportam em busca apenas de aventuras “amorosas”. Receberemos um público mais seletivo. Virão não só pessoas para assistir as competições dos Jogos, como profissionais de imprensa do mundo todo, ambos, ávidos por conhecer de perto aquilo que já conhecem um pouco ou que apenas já ouviram falar.

Há países, ricos ou pobres, onde a preservação de sua cultura de uma forma ou de outra, é mantida. Na América, por exemplo, se tratando aqui apenas do jazz, a sedimentação pareceu-me maior do que aqui. Lá há renovação. Fecha-se uma casa, abrem-se outras. Só em Nova York, há clubes de jazz com quase a mesma idade da nossa bossa nova e outro, como por exemplo o Village Vanguard, que já tem 70 anos de funcionamento, portanto, 20 a mais que todo o movimento da bossa nova e 62 a mais, do que durou o período áureo do Beco das Garrafas, que foi de 1958 a 1965.

A bossa nova é patrimônio cultural desta cidade e não podemos nos conformar, que de dez em dez anos, para lembrar a data de seu surgimento, tenhamos um show na praia e algumas poucas gravadoras, lançando regravações do passado com selo comemorativo. As pequenas casas de espetáculo precisam voltar a existir. Necessita-se de mais fomento dos setores que produzem cultura neste país e que junto ao empresariado, invistam nestes locais de entretenimento, de forma a não permitir que percamos a identidade de vez e que continuemos adotando o “o que passou…passou!”. Os “gringos” estão chegando e torço para que a revitalização do Beco, saia do papel e ganhe a realidade. Ainda há tempo.

*A segunda formação do Bossa Três, é com o contrabaixista Otávio Bailly e o baterista Ronie Mesquita.

*Das várias formações, o contrabaixista Otávio Bailly, os bateristas Rubens Ohana e Dório Ferreira, o pianista Laercio de Freitas, participaram do Tamba.

Um standard por três combos

Composição de Errol Garner e Johnny Burke, “Misty” foi interpretada por diversos cantores e músicos mundo afora, como por exemplo: Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Dianne Reeves, Stan Getz, entre outros tantos.

Selecionei três combos interpretando o clássico. O primeiro é com um ícone do saxofone alto, Benny Carter, acompanhado do notável pianista Tommy Flanagan; o segundo, é com o trompetista Fredie Hubbard. Hubbard que morreu no ano passado, foi aclamado em dezembro de 2009, entrando para o Hall da Fama da Revista Down Beat, sendo eleito por críticos e leitores. Justíssima homenagem; o terceiro, é com o próprio Errol Garner, autor desta linda canção.

Saca-rolhas com bom design

Para os apreciadores de vinho que não dispensam um bom saca-rolhas na hora de abrir uma garrafa, fazendo o mínimo de esforço, ou evitar que a rolha se espatife, causando transtornos, o Screwpull 3 em 1 da empresa franco-americana Screwpull-Le Cruset, é uma boa pedida. A Screwpull, desenha e produz os melhores saca-rolhas do mundo e este modelo portátil, é uma belezinha.

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Este 3 em 1 traz uma haste em teflon, que penetra a rolha com muito mais facilidade e o espaçamento entre os anéis da rôsca, são maiores e mais largos, o que facilita muito a operação de retirada da rolha. Este modelo, conta também com um corta-lacres e um abridor de garrafas, sendo muito prático para se levar em viagens e passeios. O desenho é muito bom e os mecanismos de funcionalidade do objeto não ficam atrás.

Banquinho de barril reciclado

O bonito banquinho é feito do reaproveitamento de barris de Carvalho de vinho tinto francês. É fabricado pela Stil Novo, empresa familiar, dedicada a criar peças artesanais de alto acabamento, em madeira. A iniciativa, alia o ótimo design com a preocupação ecológica.

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Nenhuma peça é igual em tamanho e coloração da madeira, pelo fato de que o topo e as laterais da madeira, sofrem ações diferentes no processo de manejo do vinho, no interior dos barris e variação de tamanho no corte das peças, para a construção dos mesmos. O interessante, é que cada peça possui uma identidade única, carregando os sinais de sua história, através do tempo de vida de cada barril.

Cada banquinho, é feito artesanalmente sob encomenda e leva de 14 a 21 dias para ficar pronto. Seu preço é de US$ 145,00.

Via Stil Novo

Hexa: e nada mais direi!

“Para qualquer um a camisa vale tanto como uma gravata. Não para o Flamengo. Para o rubro-negro a camisa é tudo! Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”

Nelson Rodrigues

“Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(…)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um.”

Arthur da Távola

“Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci”.

José Lins do Rêgo

“Por que o Flamengo tornou-se o clube mais amado do Brasil? Porque o Flamengo se deixa amar à vontade.”

Mário Filho

“Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro.”

Nelson Rodrigues

“Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia.”

Nelson Rodrigues

“Não, o Flamengo não é ‘o mais querido do Brasil’.É o mais querido do mundo – sua torcida equivale a populações inteiras. E , por isso, talvez seja também o mais odiado – pelos outros.”

Ruy Castro

“Nenhum convite de Hollywood, portanto, impediria Ari Barroso de acompanhar a campanha do Flamengo em 1944 (…) Os brasileiros que o acompanhavam nos EUA ficaram impressionados com a sua reação a um convite formulado PESSOALMENTE por Walt Disney para que assumisse a direção musical da Disney Produtions (…) Ari pediu 24h para dar a resposta – um incisivo não.”Why?”, perguntou espantado Disney.E Ari respondeu naquele seu inglês incorreto: “BECAUSE ‘DON’T HAVE’ FLAMENGO HERE.”

Sérgio Cabral, trecho de “No tempo de Ari Barroso”

Saudações rubro-negras!

Joca e seu fluglehorn

Ipanema, Visconde de Pirajá esquina com Garcia D’ávila, fazia uns 40º graus. Deparei-me com um senhor de cabelos grisalhos, tocando um fluglehorn, quando resolvi me aproximar. Autorizou-me uma foto e durante breve conversa sobre discos e jazz, seu Joca, – como se apresentou – contou-me também que, após a aposentadoria e com os filhos bem criados e bem encaminhados, ali fixou ponto para transmitir mensagens de paz,- como me disse – com muita música e poesia.

joca

Personagem simpático, além do papo, seu Joca deu-me uma bela poesia de sua autoria, chamada de “Derradeira Sinfonia”, que mais tarde em casa, pude ler com calma. Parabéns pela poesia e um abraço ao seu Joca do Trompete.

Com respeito e sem chororô

A antologia recente rubro-negra, não permite que tão cedo, pronunciemos o famoso “já ganhou” antes do tempo, ou seja, no caso, antes das 19h do domingo próximo, – vide final da Copa do Brasil de 2004 e semi-final da Libertadores de 2008, ambas, perdidas em pleno Maracanã com casa cheíssima, respectivamente para Santo André e América do México.

Perdoem-me a soberba mas, na penúltima rodada do brasileirão, no domingo passado, restabeleceu-se a ordem natural do eco-sistema futebolístico nacional, quando o Flamengo resgatou o equilíbrio das espécies e retornou ao topo da cadeia alimentar, assumindo a liderança do campeonato, livrando dois pontos a frente do segundo colocado. Os dois pontinhos deixados no empate contra o Goiás na ante-penúltima rodada, voltaram com dividendos, onde o mesmo Goiás, despachou o então líder São Paulo, disparando uma goleada de 4 à 2. Paralelamente lá em Campinas, o Mengão assumiu a liderança, faturando o Cotínthians por 2 à 0 e o Internacional assumiu a vice-liderança após vitória contra o Santo André.

No próximo domingo, 6 de dezembro – 38º e última rodada – o Flamengo enfrentará o Grêmio no Maracanã e vencendo, será hexa-campeão. Durante toda a semana, o mi-mi-mi de parte da imprensa esportiva e o chororô dos adversários, é pauta de noticiários de tv, jornais e blogs. Os rubro-negros, pelo menos os mais bem humorados, divertem-se com a pretensão alheia de tentarem tirar o foco do principal, que sem dúvida é, a meteórica arrancada do Flamengo e a legítima disputa pelo hexa-campeonato. Mas não! O assunto dos chatos de plantão, é se o Grêmio, por não aspirar mais nada na competição, entregará ou não o jogo para o Flamengo, em detrimento de não beneficiar seu arqui-rival regional, o Internacional. Ora bolas! Quais argumentos levam setores da mídia, a quererem transformar um virtual título de um clube carioca, em uma disputa regional gaúcha entre Grêmio e Internacional? Apregoam, como se fosse impossível o Flamengo vencer o Grêmio de pelo menos 1 a 0 no Maracanã; como se o time do Flamengo, fosse um bando de cabeças de bagre ou estivesse todo desfalcado; como se não fôssemos capazes de lotar o Maracanã e dar ao time em campo, o incentivo necessário.

Andrade, técnico do Flamengo, sabe melhor que ninguém, que o Grêmio não entregará jogo algum, mas também é sabedor, que o Grêmio não estará em campo com o mesmo afinco como se estivesse disputando o título, aliás, isto cabe ao Flamengo. Respeito ao Grêmio e cautela na medida, fazem-se necessários. Campeonato de pontos corridos é assim mesmo e o Mengão está começando a aprender a disputá-lo e gostar da coisa, o que me faz pensar que isto, volta a incomodar setores da mídia nacional. O “Rolo Compressor” voltou?

Assistimos nos últimos nove anos, o predomínio do futebol paulista e aqui não discutirei se com justiça ou não. Fato é, que nós aqui na Côrte, nos comportamos como manda os bons costumes. Então apelo aos desportistas e dirigentes adversários de outras praças, que se perderem, que saibam perder. Chega de chororô! À imprensa, que deixem a desfaçatez de lado e ponham no prelo, o que realmente interessa, sem mi-mi-mi, seja o Flamengo ou qualquer outro clube o campeão e fim de papo!

Rumo ao hexa-campeonato, juízo a todos e saudações rubro-negras.

Foi anunciado na última terça-feira nos Estados Unidos que o disco “Jazz Samba”, gravado em 1962 pelo saxofonista Stan Getz e o violonista Charlie Byrd, lançado pela Verve, entrou para o Hall da Fama do Grammy.

O disco está classificado na categoria jazz e tem 7 faixas, sendo que 6 são de compositores brasileiros. São elas: “Desafinado” e “Samba de uma Nota Só”, ambas de Tom Jobim e Newton Mendonça; “O Pato”, de Jayme Silva e Neuza Teixeira; “Samba Triste”, de Baden Powell e Billy Blanco; “É Luxo Só” e “Bahia”, ambas de Ary Barroso e por último, “Samba Dees Days”, de Charlie Byrd.

Segundo a organização do Grammy, os discos e as músicas escolhidas representam “os triunfos e conquistas da arte de gravar músicas”. A seleção considera laurear gravações com no mínimo 25 anos e que tenham “significado histórico ou qualidade duradoura”. A gravação ficará exposta na galeria do Museu do Grammy, em Los Angeles.

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Via Folha Online

A chance perdida

Alhures o que escreví sobre os jogos da 36º rodada que poderiam decidir o campeonato brasileiro, deu-se em parte como fato, porém, o imponderável também se fez presente, desapontando milhões de rubro-negros, nos quais me incluo. Os 2 pontinhos que separavam Flamengo e São Paulo, agora são apenas 1, faltando 2 jogos para o término do brasileirão. É quase inacreditável, mas o Flamengo em pleno Maracanã, com 90 mil almas, desperdiçou a chance de ouro para assumir a liderança da competição, com uma atuação pífia diante do Goias, não saindo de um zero a zero. Os dois pontos que deixamos de faturar neste domingo, foi o presente de Papai Noel que o Flamengo deu para o São Paulo. Ficou mais difícil.

O Botafogo que fez um jogo duríssimo com o São Paulo e ao contrário do que muitos julgavam como tarefa improvável, fez a sua parte e detonou os paulistas no Engenhão. Horas mais tarde, os jogadores do Flamengo contrariariam a frase composta em um belíssimo mosaico formado por 90 mil rubro-negros nos anéis inferior e superior do Maracanã, que dizia: “A Maior Torcida do Mundo Faz a Diferença”. Pois é. Acho que a energia vinda das arquibancas, não foi suficiente para oxigenar os espíritos que em campo, deram prova de total incompetência para fazer um mísero golzinho. O Flamengo desperdiçou a chance de assumir a liderança, de depender apenas de seus resultados e assim poder alcançar o almejado hexacampeonato, mas meu rubronegrismo trai minhas convicções e portanto, mesmo que mais difícil, eu ainda acredito.

As finais no Maraca e no Engenhão

O campeonato brasileiro aproxima-se de seu desfecho e Flamengo e São Paulo estão separados por apenas dois pontinhos. Particularmente, acho que a final do campeonato decide-se neste domingo – 36º rodada -, quando o São Paulo enfrenta o Botafogo no Engenhão, enquanto o Flamengo enfrenta o Goias no Maracanã. Flamengo e São Paulo, disputam diretamente o título, o Botafogo terá que vencer para afastar-se definitivamente da zona de rebaixamento e o Goias luta por no máximo, disputar a sul-americana do ano que vem.

É insofismável que os últimos três campeonatos foram maculados por péssimas arbitragens e este não foi diferente, mas é futebol. O torcedor revolta-se, diz que é marmelada, que não acompanhará mais, mas estamos todos aí, com o Maraca lotado para a partida de amanhã contra o Goias, com público perto de noventa mil. Casa cheia.

É verdade que o hexacampeonato do Mengão nunca esteve tão próximo nos últimos anos e é bem possível e disso não duvido, que a torcida do Flamengo se divida entre o Engenhão e o Maraca. Os que não conseguiram ingresso para o jogo no Maracanã, certamente deverão reforçar a torcida do Botafogo no Engenhão, afim de secarem o São Paulo com mais eficiência. Neste sábado sou botafoguense desde garotinho, mas colocar camisa do rival e ir ao Engenhão gritar “Fogo”….aí já é demais. Vou dar a minha secadinha mas, longe do Engenhão.

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